1 de Novembro Todos os Santos
2 de Novembro Fiéis Defuntos
 
A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra
de todos os
Santos e mártires, conhecidos ou não.
A
Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de Novembro seguido
do
dia dos fiéis defuntos a 2 de Novembro.
A
Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes,
fechando a época litúrgica da
Páscoa.
Na
Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas
são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou.

Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna,
a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa,
recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso,
por estarem se purificando no Purgatório.
Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade,
em benefício delas, os tesouros de suas indulgências.

Desde os tempos mais remotos, a Igreja oferece o Sacrifício eucarístico
 e a sua intercessão pelos fiéis defuntos,
não só nas missas de exéquias ou de aniversário de morte,
mas também na comemoração que todos os anos,
em 2 de Novembro, se celebra para que os que "dormiram no Senhor"
possam chegar à comunidade dos cidadãos do céu.
É uma festa que nos convida a viver mais intensamente a comunhão do corpo místico,
ou seja, a comunhão de todos os membros do corpo de Cristo: aqueles que já estão na glória,
nós que estamos na terra e os que se purificam para entrar definitivamente no gozo do céu.
A festa dos defuntos é para o povo uma fonte de esperança
e deve fomentar um ardente amor pela vida eterna.

Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as
primeiras Comunidades Cristãs:
“Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos,
para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança” ( 1 Tes 4, 13).

Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades,
 e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que se estiverem no
Purgatório contam com nossas orações.

O convite de oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da
‘comunhão dos santos’ seus filhos,
onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico,
pelo Sacramentos do Batismo, são oferecidas preces, sacrifícios e Missas pelas almas do Purgatório.
No Oriente, a Igreja bizantina fixou um Sábado especial para orações,
enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII;
sendo que a partir do Abade de Cluny,
Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo,
até ser tornado oficial e universal para Igreja, através do Papa Bento XV em 1915,
pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.

A Palavra o Senhor confirma esta Tradição pois “santo e piedoso o seu pensamento;
e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório,
para que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mc 2, 45).
Assim é salutar lembrarmos neste dia, que “
a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos,
que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica).

Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus,
 porém necessitando de purificação,
assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante,
onde o calor é sufocante, com pouca água;
porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro,
a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja,
“o Céu não tem portas” (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial ‘ante-sala’.

“Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno.
Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem!
Amém!”

 

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